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ENTREVISTA

Vários ‘Brasis’ dentro de um Brasil. De dimensões continentais, o quinto maior do mundo em área territorial, tem na diversidade cultural e étnica uma das suas principais características e que confere uma identidade única ao país.

 

Presente em todas as regiões, as 63 concessionárias Massey Ferguson associadas à Unimassey, também representam um retrato desta pluralidade brasileira. Além disso, integram a cadeia de dos segmentos mais essenciais para a economia do Brasil: o agronegócio e a agricultura familiar. Para conhecer um pouco mais sobre cada região, especialmente depois de um 2020 tão difícil e desafiador, a Revista Digital da Unimassey irá, a cada edição, trazer entrevista com representante de uma concessionária.  O objetivo é compartilhar experiências e dividir a expertise que cada uma desenvolveu ao longo dos anos de trabalho junto a sua carta de clientes.

 

Começamos com a Sulpará, concessionária Massey Ferguson com sede em Marabá (PA). A empresa integra o grupo Revemar, presente em oito estados do norte e nordeste, e que atua também nos segmentos automotivo, siderurgia, agropecuária, entre outros.

 

O entrevistado desta edição é Eugenio Allegretti, gerente comercial Sulpará Caminhões e Máquinas, e diretor da Unimassey para Região I.

“Acima de tudo foi um ano de aprendizado e valorização à vida”

1) Há quanto tempo existe a concessionária e quais municípios atende?

A Sulpará está completando 30 anos de atuação com a Massey Ferguson no estado do Pará. Atualmente, além da matriz em Marabá, possuímos lojas em Paragominas e Redenção, mas em 2021 estamos ampliando nossa operação no estado com mais duas concessionárias: uma em Santarém e outra na grande Belém. 

 

2) Qual o perfil do cliente e quais as culturas mais fortes na região?

O Pará é muito extenso, aqui cabem vários países, temos destaque para soja - hoje o estado planta em torno de 800 mil hectares, e na pecuária com o quarto maior rebanho brasileiro. Ainda merecem destaque a mandioca, cacau e açaí, culturas que figuramos como maior produtor nacional. Possuímos ainda um grande polo cítrico, na região nordeste do estado. Cito ainda a produção de frutas e pimenta do reino em Tomé Açu, pela grande colônia japonesa daquele município.

 

3) Como foi o ano de 2020 para a concessionária, considerando o contexto de pandemia?

Acima de tudo foi um ano de aprendizado e valorização à vida. Vivemos extremos num curto período de tempo, mas a união da equipe e a posição da empresa em não abrir mão de seus talentos, nos garantiu uma retomada rápida de volumes, assim que o mercado aqueceu.

 

4) O que o sr. avalia ter sido fundamental neste ano que passou para vencer as adversidades impostas, especialmente em função da pandemia?

 

Pontuaria o planejamento, a valorização dos talentos, da saúde dos colaboradores e clientes, diálogo constante, além da motivação permanente e de sempre acreditarmos em dias melhores.

5) De que forma a concessionária trabalhou o relacionamento com os clientes neste período de distanciamento?

 

Fortalecemos nossos canais digitais, focamos mais na geração de Leads, divulgação de whatsapp e confecção de cards para redes sociais, além de utilizarmos ferramentas de reuniões virtuais para nos encontrarmos com clientes.

6) Como o sr. prospecta o ano de 2021 em relação ao mercado de máquinas agrícolas?

O alto preço dos commodities tornaram baratas as dívidas dos agricultores e pecuaristas, isso gerou uma folga no fluxo de caixa dos mesmos, permitindo a antecipação de investimentos, principalmente em maquinários para ampliação ou renovação da frota. Como a tendência continua de alta, temos a garantia de um ano de grande demanda, o que nos obriga mais do que nunca a fazermos uma programação assertiva junto à indústria, uma vez que a produção ainda está bem comprometida.

 

7) Na sua avaliação, qual o grande aprendizado que podemos tirar deste período que deve se estender por mais alguns meses?

 

Devemos entender que ainda não temos nada resolvido, ainda estamos em plena pandemia. Os números de contaminados tem crescido a cada dia, nova variante do vírus tem surgido e representam ameaças à cura pela vacina. Devemos continuar vigilantes e em diálogo constante com indústria, colaboradores e clientes, sem perder o foco na vida humana.

8) Como integrante da diretoria da Unimassey, quais os grandes desafios que as concessionárias terão ao longo do ano, neste momento de retomada?

 

Planejamento é a palavra-chave. Devemos estar muito atentos aos volumes acordados e suas revisões, valorizar as ferramentas de planejamento e a qualificação de todo o time da revenda. Não há muito segredo, o mercado é de quem está preparado, aqueles que fazem os melhores trabalhos em qualificação e planejamento são destaques na rede Massey. Nesse sentido a Unimassey é uma grande parceira do concessionário, pois tem sempre criado pontes com a companhia, no sentido de abrir diálogo em relação as políticas comerciais, de programação, programa de qualidade, processos de garantia, melhorias técnicas e etc.

 

* A ordem das entrevistas será de acordo com a manifestação de interesse das concessionárias