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EXPODIRETO/COTRIJAL

ENTRE AS 100 MAIORES EMPRESAS DE AGRONEGÓCIO DO BRASIL, COTRIJAL PROJETA A EDIÇÃO DE 2022

Em 2021 uma das mais importantes feiras do agronegócio internacional, a Expodireto Cotrijal não pôde ser realizada em razão da pandemia de Covid-19.  A Revista Unimassey Digital conversou com Nei César Manica, na Cotrijal há 47 anos sendo 26 deles como presidente, sobre os preparativos para a próxima edição e outras ações da Cooperativa. A Massey Ferguson e a Unimassey participaram de todas as edições da feira, iniciada em 2000. A Cotrijal, que faturou em 2020 R$ 2,4 bilhões, conta com 8.009 associados em 32 município, e tem 56 unidades nas regiões do Planalto e Norte do RS.

1) Neste ano a Expodireto Cotrijal não pode ser realizada em razão da pandemia do Covid-19. Como o senhor projeta o retorno em 2022 desta que é uma das maiores feiras internacionais voltadas ao agronegócio?

Já lançamos para o período de 07 a 11 de março de 2022, a próxima edição da Expodireto Cotrijal. Acreditamos que com a vacinação, a pandemia estará sob controle e poderemos retomar esta e outras feiras que são essenciais para o agronegócio no Brasil. O objetivo é trazermos novidades em tecnologia, máquinas, pesquisa, oportunidades de negócio e tantas outras informações que visam aproximar o produtor do que há de mais moderno e importante para o meio rural.

2) O Brasil teve safra recorde em 2020/2021. Como o sr. percebe este dado tão positivo do agronegócio, especialmente neste momento de dificuldade econômica, sanitária e social que afeta o mundo inteiro?

O Brasil tem o maior potencial agrícola do mundo. Nós desenvolvemos uma agricultura sustentável, com alta tecnologia e produtividade, por isso alcançamos resultados tão positivos. O agronegócio, que no Brasil responde por cerca de 26% do PIB, movimenta uma cadeia de setores como sementes, químicos e máquinas. A própria Massey Ferguson é nossa grande parceria desde a primeira edição da feira em 2000, sempre apresentando novas tecnologias para o campo.

3) É possível antecipar algumas novidades que serão vistas na edição de 2022 da Expodireto?

Muita inovação. Teremos na Arena Agro Digital, espaço criado na edição passada, um local para que as empresas possam apresentar novas ferramentas e tecnologias, especialmente de conectividade para o homem do campo. Com máquinas cada vez mais tecnológicas é essencial que as empresas de telefonia desenvolvam projetos que façam chegar um sinal de qualidade, com boa cobertura e que possa beneficiar a todos os produtores rurais.

4)  Recentemente a Cotrijal foi incluída, pela revista Forbes, no ranking das 100 maiores empresas do agronegócio do Brasil. Há que fatores o sr. atribui este resultado tão expressivo, principalmente em um período tão desafiador como este que ainda estamos vivendo?

No ano de 2020, tivemos uma quebra significativa de safra que diminuiu muito a renda do produtor. Ainda assim, conseguimos superar as dificuldades e registrar o maior faturamento da Cooperativa em 66 anos. São muitos os fatores que nos fortalecem: segurança para o produtor, transparência, recebimento, unidades de produção de sementes, assistência técnica, renegociação de dívidas. Oferecemos suporte nos momentos mais difíceis e, mesmo quando houve quebra de safra, alcançamos um resultado positivo. Distribuímos 100% das sobras em moeda, como deve ser feito. Acredito que a soma destes fatores é que nos faz integrar esta lista.

5) A Cotrijal foi escolhida pelo Ministério da Agricultura como piloto para um novo sistema que permite aos produtores rurais ampliarem o acesso ao crédito através de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), com garantia do BNDES. O senhor pode explicar um pouco sobre como irá funcionar este novo crédito e também o papel da Cotrijal neste formato de operação?

No Brasil o crédito rural vem diminuindo o volume e elevando os juros. O Ministério da Agricultura lançou o desafio de fazer um Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), com garantia do BNDES. Estamos há um ano e meio nesse projeto, junto com a Farsul. Já estamos desenvolvendo um projeto piloto, em nível de Brasil, com recursos de investidores no valor de R$ 29 milhões, com juros de 3,15% e prazo de dois anos para custear a safra de 29 produtores. A escolha da Cotrijal como piloto está no fato de ser a maior cooperativa do Rio Grande do Sul e também por buscar uma solução para as dívidas fora do sistema bancário, uma demanda dos produtores. Viabilizar a produção, com segurança, é estratégico para a Cotrijal. Estamos otimistas com a possibilidade de acessar crédito privado e honrados por sermos pioneiros nessa iniciativa-piloto.

6) Por fim, como o sr. analisa o cooperativismo hoje no Brasil e como este movimento vem impulsionando, cada vez mais, o segmento do agronegócio?

O mercado sente segurança quando a produção de alimento é via cooperativa. Nós contamos com o acesso direto ao produtor e isso nos traz credibilidade, inclusive em relação às próprias instituições financeiras que enxergam o cooperativismo como um mecanismo de gestão moderna. Comprovadamente onde existe o cooperativismo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é maior, especialmente em momentos de crise.