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MATÉRIA DE CAPA

De pequenos a grandes produtores de café:

a trajetória da família Assunção

Por Andrea Fioravanti Reisdörfer

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São muitas as riquezas que vem de Minas Gerais. O legado do artista Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, a riqueza mineral, o folclore, a culinária e, principalmente, o café. O estado, reconhecido pela forma acolhedora com que costuma receber seus visitantes, é o maior produtor do país. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), em 2021 foram colhidos 21,4 milhões de sacas, o equivalente a 46% da safra de todo o Brasil - que foi de 47,7 milhões de sacas, conforme informações Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

André Mesquita Assunção, Raul Assunção, Allysson Mesquita Assunção e Luiz Augusto Mendonça Assunção

Há dois séculos produzindo uma das bebidas mais consumidas do mundo, o Brasil abriga milhares de histórias de quem escolheu o cultivo do café como principal atividade. É o caso de Allysson Assunção que, ao lado dos irmãos, André Assunção e sua irmã Aline Mesquita Assunção, gerencia a Fazenda Moinho, localizada em Lavras (MG).

Compramos a propriedade em 1985, com 115 hectares de café. Foi uma época de muitas dificuldades, primeiro pela distância - moramos em Três Pontas, há cerca de 80 quilômetros - meios de comunicação ruins, logística horrível, veículos muito precários e a eletricidade rural que estava apenas começando, demorou dois anos para chegar”, relata Allysson, terceira geração da família a comandar o negócio.

Em nível mundial safra 2021/2022 está estimada em 164,8 milhões de sacas, sendo 53% de cafés da espécie arábica e 47% de cafés conilon

Na época, sem assistência técnica, decidiram contratar um engenheiro agrônomo para orientar em todas as etapas dos cafezais. Para o produtor, aliado ao trabalho e dedicação intensos dedicados pela família, foi um grande passo para fortalecer e ampliar a área de cultivo. 

Em 2005 foi integrado ao grupo a Fazenda Barrinha em Carmo da Cachoeira e, no ano seguinte, com a união de novos sócios, o grupo se tornou proprietário das Fazendas União, em Bom Sucesso, e Cruz Alta localizada em Luminárias, ambas em Minas Gerais. 

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Clima, altitude e sistema de produção tornam os grãos cultivados em Minas com sabores e aroma diferenciados

O grupo se tornou sólido e foi tendo sucesso no ramo, investindo em maquinários sofisticados e estrutura, passando a ser certificado pelos selos UTZ, Rainforest Alliance e 4C. Após esta forte estruturação em 2013 o grupo também se tornou proprietário da Fazenda Macaia em Perdões”, relata. Atualmente as propriedades, que empregam 80 funcionários, produzem em uma área de 1.470 hectares as variedades Mundo Novo e Catuaí - que estão entres as cinco principais de café arábica produzidos nos Brasil - e a variedade Catucaí. 

Se no início, ainda na década de 1980, a família contava com pouco maquinário, atualmente o cenário é outro.  Clientes da Luchini Tratores desde 1987 dispõe de um extenso portfólio. São 35 máquinas, entre elas três modelos de tratores mais específicos para a cultura:  265, 4265, 4275, 3306. 

Em todo o país os cafezais ocupam uma área e 1,82 milhões de hectares

Parceria com a Luchini

A família é uma importante produtora e cliente da região de atuação da Luchini. Sempre foi Massey, mas estava experimentando outras marcas concorrentes. E desde que nos estabelecemos na região, procuramos trazer o cliente para a marca apresentando produtos de qualidade, com alta eficiência de produção e um atendimento especial no pós-vendas e fornecimento de peças”, explica Luciano Luchini. 

Para Allysson, que se prepara para iniciar a colheita em maio, o apoio e a assistência técnica recebidas da concessionária são essenciais para manter o padrão de qualidade da produção. “Também estamos muito satisfeitos com as máquinas que são robustas e de fácil operação”, avalia o produtor. 
 

A produção, sendo 99% do tipo arábica, é exportada para mais de 80 países.