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TEM MULHER NO AGRO

FÃ DO CAMPO E DAS MÁQUINAS

A adolescente gaúcha, Natália Farina, traz no DNA o amor pelo campo e a identificação com a Massey Ferguson

Manter os jovens no campo e assim estabelecer sucessores nas propriedades rurais ainda é um desafio em muitas as regiões do país. No entanto, fatores como tecnologia e modernização de processos estão contribuindo para, aos poucos, ir modificando esta tendência. Dados do IBGE apontam que, de 2001 a 2015, o percentual de jovens que vivem no campo se manteve relativamente estável. Segundo o Instituto, em 2015 o meio rural tinha cerca de 7,1 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos, o que correspondia a 14,7% da população total de jovens do país.  Já nas cidades os jovens de 15 a 29 anos somaram cerca de 41,2 milhões, em 2015. Em 2001, o percentual de jovens domiciliados no campo era pouco mais de 15%. Em 2005, a taxa subiu para quase 17%. Nos anos seguintes, o percentual oscilou entre 16% a pouco menos de 15%.

Em muitos casos, a decisão de permanecer ou não no campo, começa a ser construída muito cedo, ainda na infância. Internet, máquinas modernas, conectividade, entre outras razões têm contribuído para que muitos jovens pensem em permanecer no campo.

É o caso da Natalia Farina, de São José dos Ausentes, região dos Aparados da Serra no Rio Grande do Sul. A identificação com as máquinas da Massey Ferguson é um dos fatores que está fazendo a guria, que praticamente cresceu em cima de um trator, projetar sua vida na sucessão da propriedade. A paixão é tanta que, avessa a fotos, só aceitou fazer um book fotográfico com uma condição: que tivesse um trator para “dividir” as fotos com ela, revela a mãe, Daniela Gonzatto Farina.

Aos 14 anos a estudante da 9º série do ensino fundamental, incentivada pela concessionária Sotrima de Vacaria da qual a família é cliente há oito anos, já participa de feiras e eventos promovidos pela marca e acompanha de perto os lançamentos e as novas tecnologias do segmento. Natália vê com clareza a importância destes fatores para conquistar um melhor resultado na lavoura: “ajudam a aumentar muito a qualidade e a produtividade”, complementa ela que, desde pequena, acompanha os pais na rotina do campo. “Gosto e quero buscar uma formação para continuar no meio rural”, acrescenta a filha única de Daniela e Joel Farina.

A preferência pela marca já vem de gerações. Os avós de Natalia, de ambos os lados, já usavam Massey na atividade agrícola. A família cultiva brócolis, batata e soja, e conta um portfólio que inclui tratores e colheitadeira.

Ao prospectar seu futuro profissional na propriedade da família, Natália reforça uma tendência crescente e quem vem quebrando paradigmas no campo: mulheres jovens na sucessão da propriedade. Não há dúvida que o exemplo e a representatividade da mãe são os principais incentivos para esta continuidade. “ A participação das mulheres no campo vem aumentando e estamos sendo cada vez mais valorizadas e reconhecidas”, pondera Daniela.

 Para a menina que aos 14 anos já carrega no DNA o apreço e o respeito pelo campo, seguir nessa perspectiva de vida é o caminho mais natural. Ao ser questionada sobre o que a encanta na atividade agrícola, a resposta é simples e essencial: poder cultivar alimentos.